Qualquer pessoa que leia uma notícia, que em
baixo transcrevemos, e inserta num site intitulado
“Solidariedade”, uma publicação da Confederação Nacional das
Instituições de Solidariedade, com o título, «ASSOCIAÇÃO
PORTUGUESA DE EMERGÊNCIA RÁDIO - APER em Angola para apoiar na
luta contra a febre hemorrágica», fica com a ideia que a APER-CB
é uma instituição de solidariedade e que “desenvolve com os seus
associados variados projectos na área do apoio humanitário”(sic).
Se isto não fosse sério demais, até provocava uma série de
gargalhadas, criando um tema hilariante aos que têm conhecimento
como a APER-CB actua e é dirigida.
Quem escreveu este artigo, ou está a insultar a nossa
inteligência ou então foi enganado por alguém que deseja
manipular a verdade para atingir determinados fins não muito
claros.
Para quem não tenha um conhecimento alargado de como funciona
uma associação, o conteúdo deste artigo pode até ser
convincente, mas a verdade é que tudo o que foi noticiado é
baseado em situações feridas de legalidade levando os
protagonistas a cometerem eventuais factos ilícitos, que irão a
ser investigados pela instituição judicial.
Como essa investigação determina o segredo de justiça, não
podemos adiantar, por enquanto, muito mais em relação a este
caso que consideramos insólito e grave.
Que algumas pessoas ligadas, ou dizendo-se ligadas à APER-CB,
estiveram em Angola, é um facto. A fazer o quê? Subsidiadas por
quem? Como foram empregues as verbas recebidas pelas entidades
que subsidiaram essa deslocação a Angola? Que resultados foram
obtidos?
Em que reunião de CODIPE, COGEOP, ou Assembleia-geral da APER-CB
foi dado a conhecer aos associados que a APER-CB iria em missão
para Angola? Que órgão estatutário autorizou essa missão?
Como já mencionámos, nada mais podemos, nem devemos dizer sobre
este tema. Mas quando tal for possível, tudo, mas mesmo tudo
será divulgado. Até lá, vamos esperar e participar activamente
no processo que se encontra em andamento. |
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TRANSCRIÇÃO
ASSOCIAÇÃO
PORTUGUESA DE EMERGÊNCIA RÁDIO
APER em Angola para apoiar na luta contra a febre hemorrágica
A Associação Portuguesa de Emergência Rádio, com instalações na
Rua do Instituto Industrial, nº 10 – em Lisboa, desenvolve com
os seus associados variados projectos na área do apoio
humanitário.
Entre os muitos projectos em que está a trabalhar destacam-se a
nível Nacional as Equipas de Rua, o Apoio aos Sem Abrigo, a
Unidade de Inserção na Vida Activa.
A nível Internacional salienta-se a Intervenção Psico Social no
stress Pós-traumático de Guerra, Saúde Materno-Infantil,
Reabilitação e apetrechamento de Escolas Secundárias,
capacitação e fornecimento de Técnicos de Saúde.
Estão em desenvolvimento projectos a 2 anos em Angola:
No Huambo - zona do Xinguai na área da Saúde materno-infantil,
no Bailundo onde vão ser reabilitadas infraestrutras de escolas
e haverá formação de professores.
Na zona de Benguela vai ser feita a reabilitação do Hospital
local e o respectivo apetrechamento com destaque para o apoio ao
combate às doenças infecto-contagiosas bem como na área
materno-infantil. Ainda em Angola o Hospital de Baia Farta
também nesta área será apoiado.
Neste momento o Departamento de Recursos Humanos tem Bolsas de
Voluntariado Abertas a nível Internacional para a colocação de
Médicos, Enfermeiros, Técnicos de Saúde. Professores e
Logísticos.
Recordamos que a Associação Portuguesa de Emergência Rádio –
“APER” foi fundada a 14 de Julho de 1999 tendo como grande
objectivo além do apoio ao rádio amadorismo também a ajuda
humanitária nacional e internacional.
Projecto de Emergência “APER” em Angola – Febre Hemorrágica
A “APER” desenvolve neste momento um Projecto de Emergência
médico e medicamentoso para apoio em Angola da Febre
Hemorrágica. Saliente-se que já seguiu para Angola um contentor
com vários produtos de ajuda humanitária.
A Equipa que parte já no fim deste mês é constituída por 1
Médico, 1 Enfermeiro, 1 Paramédico e 1 Logístico.
Prevê-se que esta missão terá uma duração de 3 meses estando
tecnicamente e financeiramente a ser preparada com o apoio do
Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, Direcção Geral
de Saúde, Fundação Gulbenkian, Fundação Oriente, Fundação Agha
Khan, Protecção Civil e Laboratórios Farmacêuticos.
Fonte:
http://www.solidariedade.pt/sartigo/index.php?x=1117
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