ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EMERGÊNCIA RÁDIO CB
= Delegação Distrital de Setúbal =
SITE OFICIAL DA DELEGAÇÃO CONCELHIA DE ALMADA
Responsável: João Fernando Andrade, Membro 25/94

Qualquer pessoa que leia uma notícia, que em baixo transcrevemos, e inserta num site intitulado “Solidariedade”, uma publicação da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, com o título, «ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EMERGÊNCIA RÁDIO - APER em Angola para apoiar na luta contra a febre hemorrágica», fica com a ideia que a APER-CB é uma instituição de solidariedade e que “desenvolve com os seus associados variados projectos na área do apoio humanitário”(sic).
Se isto não fosse sério demais, até provocava uma série de gargalhadas, criando um tema hilariante aos que têm conhecimento como a APER-CB actua e é dirigida.
Quem escreveu este artigo, ou está a insultar a nossa inteligência ou então foi enganado por alguém que deseja manipular a verdade para atingir determinados fins não muito claros.

Para quem não tenha um conhecimento alargado de como funciona uma associação, o conteúdo deste artigo pode até ser convincente, mas a verdade é que tudo o que foi noticiado é baseado em situações feridas de legalidade levando os protagonistas a cometerem eventuais factos ilícitos, que irão a ser investigados pela instituição judicial.
Como essa investigação determina o segredo de justiça, não podemos adiantar, por enquanto, muito mais em relação a este caso que consideramos insólito e grave.
Que algumas pessoas ligadas, ou dizendo-se ligadas à APER-CB, estiveram em Angola, é um facto. A fazer o quê? Subsidiadas por quem? Como foram empregues as verbas recebidas pelas entidades que subsidiaram essa deslocação a Angola? Que resultados foram obtidos?
Em que reunião de CODIPE, COGEOP, ou Assembleia-geral da APER-CB foi dado a conhecer aos associados que a APER-CB iria em missão para Angola? Que órgão estatutário autorizou essa missão?

Como já mencionámos, nada mais podemos, nem devemos dizer sobre este tema. Mas quando tal for possível, tudo, mas mesmo tudo será divulgado. Até lá, vamos esperar e participar activamente no processo que se encontra em andamento.
 

TRANSCRIÇÃO

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE EMERGÊNCIA RÁDIO

APER em Angola para apoiar na luta contra a febre hemorrágica

A Associação Portuguesa de Emergência Rádio, com instalações na Rua do Instituto Industrial, nº 10 – em Lisboa, desenvolve com os seus associados variados projectos na área do apoio humanitário.

Entre os muitos projectos em que está a trabalhar destacam-se a nível Nacional as Equipas de Rua, o Apoio aos Sem Abrigo, a Unidade de Inserção na Vida Activa.

A nível Internacional salienta-se a Intervenção Psico Social no stress Pós-traumático de Guerra, Saúde Materno-Infantil, Reabilitação e apetrechamento de Escolas Secundárias, capacitação e fornecimento de Técnicos de Saúde.

Estão em desenvolvimento projectos a 2 anos em Angola:

No Huambo - zona do Xinguai na área da Saúde materno-infantil, no Bailundo onde vão ser reabilitadas infraestrutras de escolas e haverá formação de professores.

Na zona de Benguela vai ser feita a reabilitação do Hospital local e o respectivo apetrechamento com destaque para o apoio ao combate às doenças infecto-contagiosas bem como na área materno-infantil. Ainda em Angola o Hospital de Baia Farta também nesta área será apoiado.

Neste momento o Departamento de Recursos Humanos tem Bolsas de Voluntariado Abertas a nível Internacional para a colocação de Médicos, Enfermeiros, Técnicos de Saúde. Professores e Logísticos.

Recordamos que a Associação Portuguesa de Emergência Rádio – “APER” foi fundada a 14 de Julho de 1999 tendo como grande objectivo além do apoio ao rádio amadorismo também a ajuda humanitária nacional e internacional.

Projecto de Emergência “APER” em Angola – Febre Hemorrágica

A “APER” desenvolve neste momento um Projecto de Emergência médico e medicamentoso para apoio em Angola da Febre Hemorrágica. Saliente-se que já seguiu para Angola um contentor com vários produtos de ajuda humanitária.
A Equipa que parte já no fim deste mês é constituída por 1 Médico, 1 Enfermeiro, 1 Paramédico e 1 Logístico.

Prevê-se que esta missão terá uma duração de 3 meses estando tecnicamente e financeiramente a ser preparada com o apoio do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, Direcção Geral de Saúde, Fundação Gulbenkian, Fundação Oriente, Fundação Agha Khan, Protecção Civil e Laboratórios Farmacêuticos.


Fonte: http://www.solidariedade.pt/sartigo/index.php?x=1117